6 de jan. de 2012

Igual

Tenho sentido poesia para conectar-me a tudo.
Isso é mais fácil, quando não se sabe muito bem como sentir tudo o que se sente.
Cores têm me tocado sinestésicas...
o branco, o azul, o preto não são mais iguais.
Gostos são melhores agora se sentidos na lembrança.
Sabores me afetam mais o pensamento que a língua.
Ver é menos o olhar... como falar em silêncio.
O toque, que inevitavelmente arrepia, colore o meu todo com o cheiro antigo
... o melhor cheiro.
nem sempre o tudo é inteiro.
e eu, que não sei muito bem como sentir o que sinto, poetizo...
Para ser diferente do que fui.
Para o ser igual.

2 comentários:

Jaciana Melquiades disse...

Poesia pronta é de quem lê...
o sentimento de quem escreve é flutuante e a cada leitura os conectivos parecem pouco... vazios... menos... alterá-los só acerta o sentimento até a próxima leitura.
Publicar é por um ponto final...

Jaciana Melquiades disse...

porque "nem sempre o tudo é inteiro".