Minha necessidade nebulosa...
este substrato anestésico que entorpece minha consciência.
Manipulo sua forma para que se adeque à minha anatomia e
observo incrédulo sua alvura e potência.
Quero provar, mas tenho medo de que se acabe.
Toco-lhe com a ponta do polegar úmido e preciso na língua...
(im)ponho-me o sabor.
Sinto seu gosto ácido, doce, rascante, ígneo, amargo, nuance e olorífero.
Quero sentir-lhe este olor... mergulhar em seu perfume. Quero seu cheiro.
Cheiro.
É mágico.
Sinto-me em cada lugar... vejo-me atemporal...
Concentro-me em meu nariz obstruído pela estesia que compromete minha fala, e me ponho em silêncio... um silêncio que me conecta, que me torna íntimo.
E não há mais nada.
Só meu prazer...
A composição artificial que me faz encontrar meu estado natural parece infinita, até que eu acorde... até que eu me ressirva.
2 comentários:
Postar um comentário