17 de jan. de 2010

parte 2

o caminho até o quarto não lhe pareceu longo.
quase madrugada, quase ninguém andando na rua.
o fato de estar acompanhada por alguém que a cobiçava com o olhar, trazia-lhe intermitentes e discretos sorrisos à face, além de furiosas explosões de ansiedade no peito.
abriram a porta; entraram; trancaram-na. não havia mais tempo de não haver.
aquele desejo que a tocara, passava lentamente a acometê-la como uma doença. os milhões de beijos que atingiam-na, machucavam seu corpo.
o que nasceu para ser só sexo, naquele momento pareceu-lhe tortura, entretanto, não havia mais tempo de não haver.
buscou na mente a excitação que a incitou. fechou os olhos, bem apertado, como reflexo da repulsa que sentia, aparentando, para a língua que a lambia, um estertor de prazer.
o que era para ser só sexo, era também dissimulação.
roupas eram expulsas dos corpos... havia romantismo. para ela havia a necessidade de que o houvesse. haveria o sexo inevitável.

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