7 de jan. de 2011

O AQUILO

Ergueu-se vazia de tudo.
cobriu-se de cheio de cheiro(,) de brilho(.)
de pano(,) de cio...
daquilo que adorna, ludibria, excita e enebria a mente da tara.
sentiu que o espelho não poderia mentir o reflexo
e saiu disposta a consentir
nada que não fosse o sexo.

e foi
em busca do ar...
do arquejante respirar.

o corpo do homem que a viu era perfeito

era largo, era pardo, era firme
era grosso,
era crespo,
             era teso, era reto
era   denso,
era       rijo,
era      grande,
era      espesso.

deixou que a escolhesse... como se pudesse.
inflou-se, vazia de escudo, e consentiu tudo, depois do nó do corpete.
passeou nas palavras, desejosa do sorriso da boca do homem do corpo perfeito,
e deu-se, frutada em maçã, à mordida da boca fremente.
à saliva de hálito quente...

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