29 de mai. de 2010

NOITE

não disse adeus nem olá
tudo sempre permaneceu do mesmo jeito.
o químico descontrole a fez esquecer que, por um instante, já tinha alguém no peito

doou-se ao prazer do incerto
seduziu e bebeu, valsando pro ainda-não-seu
dominada pelo álcool e pelo flerte, sorriu. pelo menos pareceu.

o jamais-não-seu retibuía conquistado
aquela excitante dança não-dança talvez acabasse na cama
mas os tóxicos diluídos na conversa não afetam, na mente, o haver daquele-que-a-ama

nem sempre quando tudo acontece
algo de fato pode finalmente acontecer.
mas as psicoses do desejo tornam as circuntâncias, pesar e prazer.

Nenhum comentário: