as coisas que não são definíveis precisamente por palavras são, com precisão, definidas pela poesia. a poesia é a manifestação precisa das coisas imprecisas.
literariamente, o que é sentimento vai deixando de ser "essencialmente" narrativo para se tornar poético.
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era assim que ela se sentia naquele momento: poesia!
era na poesia daquele instante que o reflexo da sua culpa fazia-se perceber.
um sexo desfeito;
um corpo insatisfeito... a vibrante disforia que pintava o peito.
chegando em casa, depois de chorar e procurar, sem sucesso, outros olhos complacentes que a desnudassem, resolveu dormir.
e no sono, sua panacéia: a mentira da morte.
era um sono que alongava aos poucos as linhas do poema pronto, e tornava-o por necessidade da alma um amargurado conto.
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ela não tinha intensões de encontrar um novo amor. era só sexo.
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